20 de nov. de 2010

Música Geração 2000 – Nem saudosistas e nem coloridos!

Em relação a essa geração, a mídia costuma expor que tem péssimo gosto musical, creditando a esta ter criado o funk, o axé, os emos, os coloridos, os sertanejo universitários e etc. Mas não vejo creditarem que são marcas da nossa geração músicos que estão na mídia como: O Rappa, Los Hermanos, Maria Gadu, Maria Rita, Ana Carolina, Jorge Vercilo... que geralmente são colocados como exceções. Eu só queria lembrar a esses críticos que toda geração diz “no meu tempo era melhor...”. O que me irrita é que tem jovem que acredita nisso!
Quem me acompanha, mesmo que no twitter, sabe que eu odeio teorias da conspiração, e você pode achar que eu critico a mídia como se ela fosse culpada de todos os problemas da humanidade, mas neste caso vamos aos fatos: Estou cansada de ler comentários deste tipo de críticos musicais, com exceções como o (grande) Nelson Motta (aliás, recomendo muito pra quem ainda não conhece o site: sintoniafina.uol.com.br/) e o DJ Zé Pedro, que dizem ainda que aqueles que tem bom gosto musical só gostam de música antiga. O que é bom não deve ser esquecido, escrevo este post ouvindo Cartola, mas não fecho ouvidos pro que há de novo, muito pelo contrário, corro atrás sempre de coisa boa. E onde corro atrás? Principalmente na internet, hoje a música é livre e isso faz com que quem dependa dela como gravadoras, tentem afunilar cada vez mais o mercado, principalmente o coitado do rock nacional, de quem estas decretaram o fim. E se você discorda de mim e concorda com a mídia vai me perguntar: e qual seria a música dessa geração?
Eu diria que essa geração foi marcada principalmente pelas cantoras de samba e MPB, da música regional nordestina e do rock alternativo, sendo os maiores representantes respectivamente: Teresa Cristina, Cordel do Fogo Encantado e Los Hermanos. Diria ainda que é uma geração que curte a música independente, lota as mais diversas casas de show, apesar dessa música não estar acessível nas rádios e na TV.
Agora eu pergunto a você: O que a Grecthen tem de melhor que a Carla Perez ou Mulher Melancia? São todas iguais! Porque você vai à “Festa Ploc” então? Sabe uma coisa que me dá raiva? cantar: “Como os nossos Pais” porque reafirmamos que continua a mesma coisa ao permanecer cantando essa música! você segue amando o passado e não vendo que o novo sempre vem.
Sempre existiu música ruim e música boa, em todas as épocas. Neste momento o que ocorre é que o que é bom é quantitativamente muito menos exposto pela mídia.
Qual sua opinião sobre isso? comente!

2 comentários:

  1. A minha opinião é a sua opinião! Não preciso acrescentar nada.
    A diferença básica é essa: No começo do Domingão do Faustão víamos grandes artistas brasileiros nos palcos. Hj, se não forem da Som Livre ou o Zeca Pagodinho, estão relegados a um segundo escalão de notoriedade pq a mídia precisa de ibope e isso só se consegue com os artistas de massas.
    Mas afirmo que enquanto as 'pexoas' 'tratar' a lingua portuguesa como lingua brasileira não veremos interesse das pessoas nos arranjos, nas poesias e sonoridade das verdadeiras músicas...

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  2. Falou td, Gabi!
    Grecthen em nada perde pra mulher melancia! Na verdade até ganha visto que a clássica tem uns filmes pornôs no catálogo, coisa que a contemporânea não tem.
    Assim como, os Menudos nada tem de melhor que os coloridos. Letras ruins e roupas estranhas estão presentes nos 2.

    Acho que é como vc msm citou. A diferença é que hoje a acessibilidade é maior a tds os tipos de música. O poder musical saiu das mãos da rádio e da tv (sim, eles ainda são importante, mas não são os mais imponentes como eram).
    Salve à liberdade de escolha, salve à música alternativa e salve aos ouvidos que descobrem e as vozes que fazem música contemporânea de qualidade e partilham (rs!)

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